Projeto de ensino “Tempo de recreio, tempo de formação: a educação para o uso de celulares de estudantes de 7o a 9o anos do Centro Pedagógico da UFMG”

A proposta do projeto: Em vez de simplesmente proibir, o que apenas “esconderia o problema”, o projeto defende que a escola deve educar os alunos para o uso consciente e responsável das tecnologias digitais. Proibir pode impedir que os jovens aprendam a lidar com os desafios, as potencialidades e os riscos do mundo digital. O projeto foca nos alunos do terceiro ciclo (adolescentes), que é a faixa etária que mais usa celulares no recreio da escola. As ações principais são:

  1. Estabelecimento de alternância entre uso autorizado e uso não autorizado: há um calendário para o ano inteiro, indicando as semanas em que o uso do celular é autorizado ou não.
  2. Construção, com os estudantes de “Termo de Compromisso“: esse termo, assinado pelos estudantes, indica os usos adequados e não adequados, nas semanas de uso autorizado, além do compromisso de não utilização nas semanas de uso não autorizado.
  3. Acompanhamento do recreio: observação participante da equipe do projeto, no recreio, para entender como os alunos usam celulares, tablets e outros dispositivos durante os intervalos, dialogando com eles sobre essas práticas. A observação inicial já mostrou que, ao contrário do que se pensa, o celular muitas vezes ajuda na socialização, em vez de isolar os alunos.
  4. Diálogo com os adolescentes: organização de rodas de conversa mensais com os estudantes para discutir o tema abertamente.
  5. Incentivo a outras atividades: ampliação de opções de atividades artísticas, esportivas e de lazer durante o recreio, especialmente nas semanas de uso não autorizado do celular.

Qual o objetivo final?

Introdução

A recente sanção da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que  trata da “utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica” intensificou o debate sobre o lugar das tecnologias digitais na vida de crianças, adolescentes e jovens em formação, em especial no interior das escolas. De acordo com a lei, nas salas de aula, “o uso de aparelhos eletrônicos é permitido para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação”.

Sendo permitido o uso para fins pedagógicos, podemos explorar o diálogo com os estudantes, a realização de assembleias discentes, o acompanhamento diário dos tempos de recreio e a conexão com as oficinas de letramento digital como estratégias interessantes para a educação para o uso das tecnologias digitais e para o estabelecimento de uma perspectiva democrática de busca de soluções para usos problemáticos dos dispositivos digitais na escola.

A questão da restrição de uso de celulares está em moda na mídia, mas, infelizmente, a maioria dos jornalistas não têm dado conta nem de interpretar adequadamente o universo da produção acadêmica. Para além da oposição entre os extremos da proibição total e do uso irrestrito, é importante compreender as consequências das diferentes estratégias de mediação do uso, incluindo as possibilidades de letramento digital (funcional, crítico e criativo) (Buckingham, 2015).

A mera limitação de tempo de tela para proteger crianças e adolescentes é um conceito ultrapassado na literatura, uma vez que há uma diferença enorme entre usos específicos (diferenças entre tipos de uso das tecnologias digitais, entre variadas redes sociais, entre diversos tipos de jogo etc.). Blum-Ross e Livingstone (2018) questionam as recomendações de limitação do tempo de práticas digitais e o próprio conceito de tempo de tela em virtude do fato de que, para compreender oportunidades, potencialidades e riscos, mais relevante do que o tempo que se passa nas telas é a qualidade e a especificidade do que se faz em cada um dos aplicativos, redes sociais ou sites na internet. Por exemplo, um adolescente assistir a cinco minutos de um vídeo com violência explícita pode ser problemático para sua formação ao contrário de outra adolescente que utiliza o celular como referência, durante 30 minutos, para pintar o tênis de uma colega, em meio à conversa com outras cinco amigas (situação essa observada, no CP, em um recreio do segundo semestre de 2024).

Com relação aos tempos de recreio, como destaca o parecer CNE/CEB 7/2010, Art 9º, § 2º,

As experiências escolares abrangem todos os aspectos do ambiente escolar, aqueles que compõem a parte explícita do currículo, bem como os que também contribuem, de forma implícita, para a aquisição de conhecimentos socialmente relevantes. Valores, atitudes, sensibilidade e orientações de conduta são veiculados não só pelos conhecimentos, mas por meio de rotinas, rituais, normas de convívio social, festividades, pela distribuição do tempo e organização do espaço educativo, pelos materiais utilizados na aprendizagem e pelo recreio, enfim, pelas vivências proporcionadas pela escola (grifo nosso).

Entendendo que as práticas no recreio (das quais as práticas digitais são apenas uma parcela) se configuram como possibilidades de formação humana, em que, no caso da escola, é preciso que os intervalos se configurem também como tempos de transformação dos adolescentes, mediados pelos adultos da escola, tendo em vista as características das práticas realizadas no recreio, quais sejam, sociabilidade[1] e (relativa) espontaneidade, autonomia, liberdade. Nesse sentido, mesmo os conflitos que emergirem das práticas digitais podem ser entendidos como ricas possibilidades de intervenção, na direção da crítica a toda forma de uso inadequado, discriminação, preconceito, violência (simbólica e física) ou exclusão, virtual ou presencial. As intervenções da coordenação deste projeto de ensino e de outros sujeitos da escola (docentes, bolsistas, monitores, estagiários), podem, então, estimular a reflexão de adolescentes sobre a possibilidade de superação de eventuais riscos e usos problemáticos que se apresentem na utilização de celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Nesse contexto, o presente projeto de ensino pretende acompanhar e orientar, nos tempos de recreio, as práticas digitais em celulares, computadores, tablets e consoles de videogame em diálogo com os adolescentes, na expectativa de que eles se tornem responsáveis pelo respeito à integridade de práticas digitais, pessoas, espaços e princípios da escola. Ao mesmo tempo, propõe a realização de rodas de conversa e de assembleias discentes que tratem dessa questão, bem como a realização de GTDs que tratem do letramento digital desses sujeitos. Tal movimento pode significar um estímulo ao desenvolvimento paulatino da autonomia[2] desses sujeitos para o uso das tecnologias digitais, apostando na sua capacidade de cuidar de forma (relativamente) independente de si próprio, dos pares, dos princípios e dos equipamentos escolares, com o apoio dos adultos da escola. Busca-se, assim, investir contra um certo pânico moral[3] que adia indefinidamente a possibilidade de adolescentes se estabelecerem como seres autônomos. Isso significa acreditar que os tempos e práticas nos tempos de recreio na escola, em certo contraste com a casa (lugar da homogeneidade mais do que da diversidade de modos de ser e de pensar o mundo), podem se constituir como extremamente importantes para os adolescentes, que, estimulados pela ideia de achar seu lugar na sociedade, estão incessantemente motivados para a busca da diversidade da conexão social e da autonomia (Boyd, 2014).

Pode-se afirmar que, quando proibições e restrições são as únicas estratégias de enfrentamento das demandas e desejos bem como dos conflitos dos adolescentes, reforça-se o perigo de esses sujeitos se tornarem cada vez mais objetos de fala (e de decisões) dos outros do que pessoas com direito a se expressar e com crescente autonomia e responsabilidade para decidir (Livingstone; Third, 2017). Como destacam Valkenburg et al. (2013), as estratégias de mediação entre adultos, crianças, adolescentes e suas práticas culturais podem ser comunicadas em diferentes estilos (estilo que valoriza a autonomia ou estilo inconsistente/controlador.), havendo evidências de que o estilo que estimula a autonomia é o mais bem-sucedido na formação desses sujeitos.

Assim, o presente projeto aposta na ideia de que é preciso pensar em formas de mediação e de organização das práticas digitais na escola que valorizem a construção da autonomia dos adolescentes, tornando-os corresponsáveis pela construção do lugar e das formas de uso das tecnologias digitais na escola e no mundo.

A escola não pode ser impedida de apostar na educação para o uso das tecnologias digitais e na formação dos nossos estudantes, por mais que a restrição, num primeiro momento, possa significar a ilusão de simplificar o nosso trabalho e de ajudar os estudantes. Restringir o uso de aparelhos eletrônicos de forma unilateral nas escolas vai apenas esconder uma questão complexa, que faz parte da vida de nossos estudantes e para a qual, de maneira geral, não há formação adequada fora da escola.

Não há comprovação de que a proibição de celulares entrarem nas escolas melhora o rendimento escolar (no momento, há indícios de que a restrição de usos não pedagógicos nos horários de aula – e não em todos os tempos escolares – favorece a aprendizagem). Kemp, Brock e O´Brien (2024) destacam que, quando se faz uma análise dos dados realizando controle para “gênero, comportamento na escola e status socioeconômico”, o resultado do PISA (avaliação internacional do desempenho acadêmico de estudantes na faixa etária de 15 anos) piora quando celulares são banidos das escolas. Por sua vez, Beland e Murphy (2016) afirmam que restrições menos rígidas (como restringir apenas em sala de aula, quando não há uso pedagógico) são mais efetivas para aumentar o rendimento acadêmico do que a proibição de celulares entrarem nas escolas.

Os argumentos utilizados na mídia e por parlamentares na Câmara/Senado não condizem com os resultados das pesquisas sobre o uso de tecnologias digitais (algumas pessoas que apoiam a proibição têm escolhido artigos isolados que apoiam suas ideias, ignorando a amplitude de publicações sobre o assunto). Por exemplo, o livro “A Geração Ansiosa” (Haidt, 2024), bastante citado em reportagens e nos parlamentos, é muito criticado por estudiosos por esconder dados, inventar causalidades (onde só há correlações) e tirar conclusões não autorizadas pela produção científica, em busca de likes (!) e sucesso nas vendas (Odgers, 2024; Lebedíková; Tkaczyk; Mýlek; Smahel, 2024).

Não há comprovação científica de que o celular ou as mídias sociais sejam causa de depressão, de ansiedade ou de isolamento social (Hall, 2024). Por exemplo, o acompanhamento do recreio no CP, pela observação participante do nosso grupo de pesquisa, não tem indicado o celular como indutor de isolamento social e nem mesmo de afastamento das práticas corporais e lúdicas dos estudantes do terceiro ciclo (Silveira, Ferreira, Zeferino e Guedes, 2024). Basta acompanhar de perto o recreio do Centro Pedagógico, como o grupo da pesquisa tem feito há seis meses, para constatar isso. Os celulares têm sido interessantes mediadores das relações pessoais e seu uso está muito longe de ser causador de isolamento social. Nas observações entre agosto e dezembro de 2024, identificamos apenas dois estudantes que, em alguns momentos, se isolavam para utilizar o celular, um dos quais diagnosticado com autismo e que, mesmo na ausência de seu celular, praticamente não interagia com os colegas.

Nomofobia (medo de ficar sem o celular) e FOMO (fear of missing out – medo de perder informações) são apenas expressões criadas para tentar traduzir sentimentos vividos por nós, mas não são sinônimos de doença alguma, como se tenta insinuar. Há uma correlação entre uso de celular/mídias sociais e questões de ordem psicológica, mas a suspeita é de que a direção da causalidade seja oposta, isto é, problemas de saúde mental e dificuldades de relacionamento social talvez levem ao uso problemático do celular e/ou das mídias sociais, como é apontado na análise de Hall (2024) sobre dez mitos relacionados às mídias sociais.

A literatura acadêmica não sustenta a ideia de que haja vício em celular ou internet, havendo sérias críticas ao uso dessa expressão, que indicaria uma doença. Nesse sentido, sugere-se a expressão “uso problemático ou inadequado” (Panova; Carbonell, 2018), que nenhum estudioso nega que exista, e para o qual a solução mais indicada nas pesquisas é o letramento digital (funcional, crítico e criativo) e a educação para a cidadania digital.

Há, sim, riscos associados ao uso de celulares e outras tecnologias digitais, mas riscos não representam necessariamente danos, além do fato de que já há indícios fortes de que, para aprender a lidar com riscos na internet é necessário se deparar com eles e construir a compreensão de como superá-los. Livingstone, Mascheroni e Stoilova (2023) analisaram 34 pesquisas com adolescentes de 12 a 17, indicando que ensinar competências técnicas isoladamente é uma estratégia problemática, mas que a aquisição de competências digitais numa perspectiva crítica é muito promissora, estando geralmente ligada a resultados benéficos. Para construir essas competências digitais, não há saída melhor, nas escolas, do que a educação para o uso.

Objetivo Geral
Educar para o uso dos dispositivos digitais dentro e fora da escola.

Objetivos Específicos
– Favorecer a conscientização dos adolescentes do terceiro ciclo para o uso das tecnologias digitais, nos tempos de recreio.
– Provocar a reflexão sobre o uso das tecnologias digitais no recreio e nas salas de aula.
– Desenvolver a autonomia e a responsabilidade dos adolescentes em relação ao cuidado com os pares e com a escola no uso dos dispositivos digitais.
– Valorizar a reflexão sobre os princípios que devem reger as relações e práticas humanas no uso das tecnologias digitais.
– Ampliar e qualificar as possibilidades de experiências corporais, lúdicas e artísticas nos tempos de recreio que se apresentem como alternativas interessantes ao uso de dispositivos digitais.

Resultados Esperados
– Uso mais consciente e adequado dos dispositivos digitais dentro e fora da escola.
– Aprendizado sobre riscos e possibilidades de práticas digitais.
– Construção de autonomia pelos adolescentes.

Abrangência
Estudantes do terceiro ciclo (7o a 9o anos) do CP.

Metodologia de Trabalho

A estratégia inicial se constituirá de rodas de conversa com cada ano escolar, para a reflexão sobre os acontecimentos e discursos que deram origem à lei e para a produção de combinados sobre o (não) uso de dispositivos digitais nos tempos de recreio, tendo em vistas as demandas da escola e a escuta dos estudantes. Tais combinados se transformarão em um documento de compromisso que será assinado pelos estudantes, para demonstrar conhecimento e concordância com as orientações sobre os usos autorizados no CP.

No decorrer do ano letivo, o projeto promoverá a alternância entre autorização e restrição de uso de dispositivos digitais (computadores, celulares, tablets e consoles de videogame) nos tempos de recreio, a cada semana ou a cada quinze dias. Nos dias de uso autorizado, a equipe do projeto irá observar, acompanhar e fazer a mediação sobre usos (não) adequados e (não) autorizados no ambiente escolar. Nos dias de restrição de uso, a equipe do projeto irá orientar, quando necessário, sobre a não utilização dos dispositivos digitais, bem como promover a escuta de demandas de outras práticas (corporais, lúdicas, artísticas etc.)  para os tempos de recreio. Em casos de usos problemáticos e de conflitos originados ou amplificados pelos dispositivos digitais, a equipe do projeto irá fazer a mediação inicial com os sujeitos envolvidos e, em caso de necessidade, encaminhar à Coordenação Pedagógica e/ou ao Setor Multiprofissional.

Paralelamente ao acompanhamento no recreio, serão organizados GTDs, assembleias e outras rodas de conversa com os estudantes, para reflexão sobre usos problemáticos, saúde mental, privacidade, interação social digital e presencial, riscos e possibilidades, entre outras questões relacionadas às práticas digitais, valorizando a escuta e o diálogo com os estudantes. Uma síntese dessas atividades com os estudantes será periodicamente enviada ao 3º ciclo, para a qualificação do diálogo e da reflexão com todo o corpo docente do ciclo. Além disso, serão organizados momentos formativos com as famílias dos estudantes, para apresentação do projeto, dos resultados das observações e intervenções e da produção acadêmica sobre o assunto.

Plano de atividades

AtividadeEspaço
Conversa inicial com cada ano escolarSala de reuniões
Alternância, semanal ou quinzenal, de autorização e restrição de uso nos tempos de recreio, com acompanhamento do grupo de pesquisa.Espaços de recreio
GTDs de Letramento DigitalSala de Informática
Rodas de conversa e assembleias discentes sobre as práticas digitais dentro e fora da escolaSalas de aula, pátio e sala de reuniões
Escuta ou questionário on-line sobre ampliação e qualificação das práticas corporais, lúdicas e artísticas nos tempos de recreio.Salas de aula, pátio, sala de informática e sala de reuniões
Mediação de conflitos e usos problemáticos relacionados aos dispositivos digitaisSala de reuniões
Retorno ao corpo docente do 3º ciclo sobre as atividades com os estudantesReunião de ciclo
Rodas de conversa com as famílias sobre o projeto, bem como sobre riscos, possibilidades e educação para o uso das tecnologias digitaisSala de reuniões

Notas de rodapé

[1] Aqui, utilizamos o conceito de sociabilidade de Simmel (1904), ou seja, “a forma lúdica da sociação”, cujo alvo não é nada além do sucesso do momento sociável e, quando muito, da lembrança dele

[2] Autonomia entendida como a extensão em que a criança ou adolescente está livre do controle dos adultos em relação a formas de ser, pensar, sentir e agir, e vista mais como um realinhamento do que como um distanciamento ou rompimento de vínculos em relação a esses adultos (Steinberg; Silk, 2002).

[3] Pânico moral compreendido como a “ansiedade improdutiva’ com a qual os pais, os professores, os operadores do direito e até estudiosos da adolescência muitas vezes se expressam, reproduzindo preconceitos, limitando debates e dificultando a aquisição de repertórios de autonomia e responsabilidade” (Souza; Banaco, 2018, p. 138).

Referências

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