Responsáveis: Maria Luiza Zeferino, Júlia Ruiz Gomes Ferreira e Sofia Rodrigues Guedes
As aulas foram realizadas no laboratório de informática da escola (Centro Pedagógico da UFMG) e contaram com diferentes dispositivos (celulares, computadores e tablets), numa turma com 15 estudantes de 7o a 9o ano. As propostas envolveram a experimentação de atividades de checagem de notícias na internet e de postagens em redes sociais sobre as eleições municipais de 2024; a criação de selos de identificação dos diferentes tipos de fake news; a criação de um projeto de lei; a divulgação das ações em variados formatos, no interior e no entorno da escola (eventos no recreio, comunicação em outras turmas, cartazes nas salas de professores, consulta à comunidade) e em diferentes plataformas (Instagram, rádio, TV, formulários on-line).
Em relação às estratégias de organização das aulas, houve alternância entre: a) estações fixas ou em sistema de rodízio, com a divisão a turma em subgrupos, em que cada estação significava uma proposta de trabalho diferente (postagem de conteúdo no Instagram da oficina, checagem de fake news, pesquisa sobre leis relacionadas a fake news, construção de projeto de lei etc.), permitindo uma multiplicidade de experiências; b) rodas de conversa, com o intuito de dar voz aos estudantes; c) atividades em duplas ou individuais; d) atividades fora da escola, com a comunidade universitária; e) divulgação da oficina (perfil no Instagram, canal do whatsapp, cartazes, podcast) para as comunidades interna e externa (entendendo que ir além dos limites da sala de aula e dos muros da escola e se faz importante para estimular o diálogo com a comunidade escolar e com a sociedade, evitando uma eventual compreensão das atividades como apenas escolares, sem relação com o mundo fora da escola). A seguir, apresentamos as propostas de cada um dos encontros, na expectativa de inspirar docentes da educação básica a (re)criar de estratégias e recursos adequados a cada realidade escolar e estilo de ensino, na perspectiva de formação (e não de proibição) para o uso das tecnologias digitais.
No primeiro contato com os adolescentes, realizamos uma dinâmica de simulação de fake news sobre eles mesmos, que consistia em anunciar três fatos de ordem pessoal (dois verdadeiros e um falso). O restante do grupo deveria adivinhar qual era a história falsa. Com essa dinâmica, discutimos de maneira lúdica o sentido do termo fake news e as estratégias utilizadas (por pessoas, perfis de redes sociais e sites) para encobrir a falsidade de uma informação. Depois dessa discussão inicial (que cumpriu a função de avaliação diagnóstica), propusemos a análise em duplas de fake news trazidas pelas pesquisadoras, para descobrir o teor da desinformação e criar uma classificação para cada uma delas. Os adolescentes foram desafiados a destrinchar a notícia, analisando o título do texto, vídeo ou deepfake, suas fontes (ou a ausência delas), as imagens e os tipos de linguagem utilizados, além da busca de outros sites ou perfis de redes sociais que tratassem do mesmo fato, mas de outra perspectiva. Após o término da atividade, cada dupla apresentou sua classificação das fake news identificadas, processo que culminou na criação das nove categorias de desinformação.
No encontro seguinte, partimos de uma roda de conversa em que cada estudante recebeu um post-it para responder à pergunta “O que são as fakes news?”, a partir do que haviam discutido no primeiro encontro. Apenas duas estudantes que haviam faltado no encontro anterior e um outro estudante utilizaram explicações que não apresentavam a ideia da existência de nuances, de diferenças entre os tipos de fake news. Os demais estudantes conceituaram fake news de forma mais complexa, tendo em vista as diferentes categorias criadas no primeiro encontro: “É uma notícia falsa ou parcialmente errada, seja por números errados ou situações mal explicadas”, “São notícias falsas criadas com diferentes propósitos e intenções”, “É uma informação conflitante, falsa, adulterada”, “É o ato de manipular a verdade por interesses fúteis, políticos, financeiros etc.”. A partir das diferentes ideias expressadas, os adolescentes criaram um conceito coletivo de fake news da oficina: “Fake news é uma notícia falsa, enganosa, que tenta manipular a verdade de forma mal explicada ou parcial, gerando informações conflitantes, com interesses políticos, econômicos e outros”.


Em seguida, acessamos sites de agências de checagem e de um projeto de combate à desinformação de uma escola de ensino médio[1], para nos inspirarmos para a próxima etapa: a construção, em duplas, de frases e selos para cada categoria de fake news criada (ver figura 1). Foi utilizada a plataforma Canva, num processo em que alguns alunos apresentaram dificuldades em certas tarefas de ordem funcional, como salvar o selo produzido no formato “PDF”, que, entretanto, com o auxílio das pesquisadoras e dos pares, foram facilmente solucionadas. Nesse sentido, uma vez que os adolescentes não podem ser tratados como nativos digitais (Silveira, 2019), entendemos que é importante oferecer oportunidades de exploração de ferramentas e procedimentos que saem da zona de conforto dos adolescentes.
Na figura 2, podem-se ver os selos, relativos às nove categorias de fake news criadas na oficina: a) “A conta não tá batendo, Diva”: notícias com dados errados ou alterados propositalmente; b) “Coloque a fonte aqui”: notícias que não apresentam fontes e não explicitam como as informações foram adquiridas; c) “Acho que você deixou a coerência em casa”: notícias que retiram um fato de seu contexto, transmitindo uma interpretação que não corresponde ao dado original; d) “Uai, sô, e tá certo isso?”: notícias que citam dados sem fundamentação científica; e) “Idade da minha avó”: notícias falsas que acabam ressurgindo com certa periodicidade; f) “Vejo mercenário”: notícias falsas ou enganosas produzidas para conseguir benefício financeiro; g) “Você viu tudo?”: notícias que estão parcialmente corretas ou que necessitam de complementação; h) “Tão falso que assusta”: notícias que exageram dados ou fatos; i) “Quer atazanar?”: notícias que visam provocar ou difamar alguém ou algo.
Ao final dessa aula, discutimos sobre como proceder à divulgação das ações de checagem das fake news. Surgiram ideias tais como a criação de podcasts e blogs, a realização de uma intervenção visual com uma televisão em frente à escola, mas, por questões de logística, definiu-se a criação de um perfil de rede social (Instagram) da oficina e a escrita de e-mails para a Rádio UFMG e para a TV UFMG. O perfil recebeu, dos estudantes, o nome de “Milk Fake GTD”, encerrando um encontro marcado pela excitação com a criação dos selos e do perfil e com a utilização do Canva.

Iniciamos o encontro seguinte com um jogo de trilha do site EducaMídia (IPA, 2024), que traz questões sobre o processo eleitoral (por exemplo: “O voto branco e o voto nulo têm o mesmo efeito. Verdade ou Mentira?”) e possui um link para um vídeo com a resposta a cada questão, apresentando, entretanto, um problema em relação à jogabilidade: no computador, não há como marcar a posição de cada jogador na trilha (a dificuldade foi superada com o uso dos tablets, nos quais podem-se colocar pinos em cima da tela para seguir a trilha). Após a experimentação coletiva do jogo, os adolescentes elaboraram, em estações, materiais informativos com o conteúdo do jogo, para divulgação na escola e no Instagram. Na primeira estação, foi construído um formulário de pesquisa sobre o processo eleitoral, selecionando as perguntas mais interessantes e incluindo as respectivas respostas (acessadas, pelos respondentes, no próprio formulário, após darem a sua opinião).
O formulário foi divulgado na escola através de cartazes produzidos na segunda estação, com um QR Code (e outros com canetas para anotação da opinião de quem não leva o celular para a escola – ver figuras 4 e 5), além do compartilhamento do link em grupos de WhatsApp de universitários da UFMG, com o objetivo de obter dados sobre o grau de conhecimento do processo eleitoral por diferentes faixas etárias. Interessante notar que o cartaz extrapolou os objetivos propostos, se transformando em um espaço de expressão de crianças e adolescentes: ele foi utilizado como uma forma de comunicação, com manifestações escritas não previstas, tais como “joguemRoblox”, “se inscreve no canal (nome do canal)”, promovendo plataformas digitais dos próprios estudantes, num interessante diálogo entre off-line e on-line, o que pode servir de inspiração para outras intervenções no espaço escolar com o tema do letramento digital. Esse fato exemplifica o desejo de estudantes de compartilhar suas práticas digitais com a comunidade escolar, expressando suas vozes, sentimento permanentemente presenciado nos momentos de observação participante, em que os adolescentes se dispunham a conversar sobre seus interesses, suas dúvidas e seus dilemas nos ambientes virtuais, quando percebiam um interesse verdadeiro do adulto de ouvir, entender e dialogar (e não de julgar ou punir).


Na terceira estação, os adolescentes checaram reels do Instagram que apresentassem cortes do debate eleitoral para a prefeitura municipal de Belo Horizonte, a partir de um modelo de relatório[2] com os seguintes itens: conteúdo investigado, onde foi publicado, por que o conteúdo foi investigado, conclusão da investigação, fontes usadas para a verificação e definição do selo. Dessa forma, os estudantes contavam com um roteiro de checagem que os orientava no processo de verificação, inspirado nos modelos de checagem dos sites Aos Fatos, Projeto Comprova e Agência Lupa, que foram apresentados aos adolescentes.
No encontro seguinte, discutimos coletivamente os slides e o desafio de gráficos proposto no módulo de pesquisa eleitoral do material do EducaMídia (IPA, 2024), a fim de preparar os estudantes para a checagem autônoma de desinformação em gráficos. O objetivo era trabalhar com a desinformação em diferentes formatos, para além de vídeos e textos, demonstrando que gráficos também poderiam ser manipulados (escalas, valores etc.) para forjar uma certa ideia. Após esse momento, dividimos o grupo em três estações.
Na primeira, para identificar lacunas e possibilidades na legislação, os estudantes liam uma síntese de leis relacionadas a fake news, posteriormente preenchendo um documento com ideias para futuras leis que tratassem desse tema. O grupo seguinte complementava o documento. A segunda estação contou com checagem de gráficos sobre o processo eleitoral, seguindo o modelo do “desafio dos gráficos”, com fontes retiradas do site Brasil Acadêmico. Na terceira estação, os adolescentes construíram cartazes no Canva, convidando os professores da escola a tratar da temática eleitoral. Em todas as estações, havia um documento orientador para auxiliar os adolescentes com suas atividades.
Após esse rodízio de estações, os adolescentes foram distribuídos em estações fixas, com as seguintes propostas: a) criação de template de postagens para o Instagram, com os conteúdos das checagens da aula anterior; b) escrita de e-mails para a TV UFMG e para a Rádio UFMG, explicando a proposta da oficina e sugerindo reportagens com a turma (um estudante utilizou, por iniciativa própria, o ChatGPT[3] para apoiar a construção desses e-mails, demonstrando a apropriação de ferramentas emergentes). Nesse encontro, nos deparamos também com uma experiência surpreendente e conectada com a questão do letramento digital: ao realizar tarefas de sua estação com suas fotos no Instagram, utilizando o Google Lens, uma estudante negra se deparou com uma foto sua sendo vendida, sem consentimento, em dois sites estrangeiros (com tags que remetem ao visual afro e ao Brasil). Após conversa com a turma e com a estudante, e com a autorização da mãe, fizemos a denúncia nos sites, na Safernet e no Ministério Público.


Para surpresa da turma, tanto a Rádio UFMG quanto a TV UFMG responderam aos e-mails, respondendo positivamente à proposta dos estudantes de realização de entrevista/reportagem. Como o estúdio da Rádio UFMG possibilita a participação de poucas pessoas, apenas dois estudantes puderam participar da entrevista[4] (figura 6), além do grupo de pesquisadores. A entrevista tornou-se um evento formativo, que motivou a expressão das aprendizagens pelos adolescentes para um público ampliado e que repercutiu positivamente junto aos estudantes, ao destacar a relevância da proposta da oficinas.
Por sua vez, a TV UFMG realizou uma reportagem[5] (figura 7), na própria sala de informática onde a oficina acontecia, entrevistando cada um dos adolescentes sobre o funcionamento da oficina, sobre os conteúdos das aulas e sobre as aprendizagens construídas, constituindo-se em mais uma oportunidade de relacionar a proposta da oficina ao mundo fora da escola.

Na semana seguinte, iniciamos a oficina com uma roda de conversa sobre sites e perfis de redes sociais (não) confiáveis, em que cada adolescente escreveu em um post-it a sua referência de não confiabilidade e depois compartilharam reflexões sobre seus pontos de vista (ver figura 8). Jogos de azar (como o jogo do Tigrinho), redes sociais (pela possibilidade de um perfil publicar livremente informações falsas), ChatGPT (em função da dúvida sobre as fontes que o alimentam), Wikipedia (por ser facilmente editável por qualquer pessoa), Alamy (o site em que estava a foto não autorizada da colega) foram os mais citados. Como sites confiáveis foram citados grandes veículos de mídia (CNN, Folha de São Paulo) e sites de busca escolar (Toda Matéria e Brasil Escola).
Os adolescentes refletiram sobre como tais fontes nos trazem uma sensação de confiabilidade devido à sua estrutura e tradição, mas, que ainda assim, podem possuir vieses devido ao perfil de seus leitores e aos financiadores, uma vez que são empresas que visam o lucro, concluindo pela necessidade de consulta a fontes diversificadas. Apesar de o planejamento prever outras atividades, essa roda de conversa se estendeu por toda a aula, com argumentos acalorados em virtude de visões contraditórias sobre como avaliar a confiabilidade de um site ou perfil. Como destaca Silveira (2019, p. 69), o tempo que passamos com os adolescentes conversando sobre suas práticas digitais parece sempre ser curto demais, tendo em vista “o enorme desejo dos adolescentes de contarem suas histórias”.
No encontro posterior, foram organizadas três estações fixas, com a possibilidade de cada estudante escolher a atividade com que mais se identificava para aprofundamento: a) criação de postagens para o Instagram da oficina, no Canva; b) produção de vídeo para o reels do Instagram (os estudantes tiveram autonomia para produzir tanto o roteiro e o cenário, quanto as imagens e a edição, realizada no CapCut, com a exigência de abordagem do tema fake news); c) construção de projeto de lei para instituir o letramento digital na educação básica, a partir de um roteiro com perguntas norteadoras e com apoio do ChatGPT (não como substituto do trabalho criativo, mas como inspiração para a escrita). Nessa estação, os estudantes apresentaram dificuldade, uma vez que era uma atividade com a qual tinham o primeiro contato, necessitando do apoio constante das pesquisadoras, que fizeram a edição final do texto do projeto.


No último encontro, foram realizadas as últimas checagens de notícias, mas a atividade principal foi uma saída da escola para divulgação do projeto de lei e coleta de assinaturas, em que, após um momento inicial de hesitação e vergonha, superado com o apoio das pesquisadoras, se destacou a desenvoltura dos estudantes para abordar desconhecidos e explicar a proposta (ver figuras 9 e 10). Depois das primeiras assinaturas coletadas, os estudantes, em duplas ou trios, se apropriaram da atividade, não sendo mais necessária a presença das pesquisadoras: eles próprios abordavam as pessoas e explicavam a iniciativa do projeto de lei. No momento de encerramento dessa atividade, os adolescentes mostraram resistência em interrompê-la, evidenciando seu engajamento em uma prática de expressão autônoma de aprendizagens, para além do contexto escolar.
Além da avaliação processual, que indicou aprendizagens significativas na verificação de fake news e na compreensão da participação cidadã nas eleições, construímos um questionário de avaliação final, com 13 perguntas. No que se refere ao letramento funcional (o manuseio dos dispositivos e aplicativos), muitos estudantes afirmaram pouco ter aprendido, uma vez que já tinham domínio da maior parte das técnicas exigidas. Em relação ao objetivo da oficina, respostas tais como “Era participar de um projeto sobre fake news e aprender mais sobre o período eleitoral e a relação dele com as fakes news” e “Combater as fakes news de forma didática e com letramento digital” evidenciaram que os adolescentes se apropriaram do sentido da oficina.
Sobre as técnicas de verificação de fake news eleitorais, a maior parte revelou compreendê-las, mas pouco utilizá-las fora da escola, talvez em função de ainda não serem eleitores. Em relação à criação dos selos, as respostas indicaram uma aprendizagem bastante significativa, sobre as nuances das fake news antes não percebidas e sobre o processo de categorização (“Achei diferente, nunca havia pensado em criar um selo”, “Não estou acostumado a categorizar as coisas, então foi um exercício legal”). Perguntados sobre o momento favorito da oficina, a maioria destacou a experiência da explicação do projeto de lei e coleta de assinaturas, afirmando a relevância de levar as aprendizagens para fora dos muros da escola. Em linhas gerais, a avaliação final reforçou a impressão da avaliação processual de que a oficina contribui para o avanço na conscientização sobre o lugar do letramento digital em sua formação.
Considerações finais
Consideramos a experimentação de diferentes estratégias e recursos, realizada na oficina com o objetivo de formar adolescentes para enfrentar a desinformação virtual, uma interessante inspiração para processos de letramento digital na escola, especialmente no que se refere à sua dimensão crítica. Vale destacar o interesse e a valorização, pelos adolescentes, de propostas que investiram na criatividade (como no caso dos selos) e na interação com a comunidade (Instagram, reportagens e a saída da escola relacionada ao projeto de lei), indicando a importância de estratégias fundamentadas no protagonismo dos estudantes e na contextualização do letramento digital para lidar com a profusão de fake news on-line. Um aspecto interessante foi a queixa de alguns estudantes sobre o exercício da escrita nos encontros, por já serem exigidos nesse sentido nas disciplinas do currículo obrigatório. Apesar da participação intensa na oficina, mesmo nos momentos de escrita, estratégias de registro alternativas à escrita podem ser experimentadas, como a utilização de áudio.
Alguns adolescentes apresentaram dificuldades iniciais em estabelecer uma relação crítica com as informações sobre as eleições e estranharam certas práticas digitais (como a edição de texto em aplicativos de computadores), mas a maioria demonstrou interesse na aprendizagem de estratégias de checagem de desinformação e conseguiu construir habilidades que favorecem a produção de um olhar mais cuidadoso para o consumo e o compartilhamento de informações e para o exercício crítico dos direitos civis, políticos e sociais (Carvalho, 2004), na direção da educação para uma cidadania (digital) plena. Nesse sentido, para além da proibição de celulares nas escolas, não fundamentada em evidências científicas, parece urgente ampliar os esforços para investigar possibilidades de enfrentar os desafios do uso das tecnologias digitais (Odgers, 2024). Assim, entendemos, como Di Felice et al. (2018, p. 6), que educar para a cidadania digital, isto é, “para uma participação responsável, para uma interação consciente, […] em um mundo cada vez mais conectado”, é, neste momento, um dever de nossa sociedade e das escolas de educação básica, possibilitando a qualificação da formação de crianças, adolescentes e jovens para a vida nesta sociedade saturada de mídias e práticas digitais.
[1] https://sites.google.com/superensino.com/hoaxbusters/p%C3%A1gina-inicial
[2]https://docs.google.com/document/d/1jqr5GnJ6psp13o7DgK4ZGanupb5zKKC0/edit?usp=sharing&ouid=109981396917159719688&rtpof=true&sd=true
[3] Um outra oficina, desenvolvida por bolsistas de uma pesquisa orientada por uma professora do CP, trabalhou com a ideia de aprendizagem sobre as limitações e potencialidades de uso do ChatGPT.
[4] Ouvir em https://soundcloud.com/radioufmgeducativa/projeto-do-centro-pedagogico-da-ufmg-apresenta-o-faketofora-trabalho-sobre-letramento-digital?si=23e0d528062e465787e7a81bf69fc799&utm_source=clipboard&utm_medium=text&utm_campaign=social_sharing
[5] Ver em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/estudantes-do-centro-pedagogico-da-ufmg-aprendem-a-identificar-fake-news
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